O que é psicoterapia?


É muito comum ouvirmos algumas pessoas com dúvidas e receios em relação ao processo psicoterápico. Como funciona? Para quem é indicado? Quando procurar? São algumas de muitas questões que se apresentam. Existem também alguns pensamentos que dificultam a procura por um profissional, como por exemplo: “Ah, mas eu não vou me abrir para um estranho”, “o psicólogo não vai resolver meu problema”, “eu que tenho que resolver”. Ou ainda: “Eu não acredito em psicoterapia, isso não funciona”. Então, partindo desses questionamentos sobre psicoterapia faremos alguns comentários sobre esse processo.


A psicoterapia pode ser entendida como um processo de autoconhecimento no qual possibilita-se que a pessoa volte para si, reconhecendo e analisando seus sentimentos, sua postura diante da vida, das relações, de suas escolhas, repetições de padrões de comportamentos. Na psicoterapia pretende-se construir novas formas de viver, busca-se escolhas mais conscientes e relacionamentos mais saudáveis. A partir de uma escuta clínica especializada o psicólogo acolhe, auxilia e intervém nas questões apresentadas por seu cliente promovendo auto reflexão, desenvolvimento pessoal e emocional.


Neste sentido, em psicoterapia, a fala é o ponto de partida para o trabalho. Na medida em que, a pessoa encontra um ambiente seguro, uma postura ética, autêntica e genuína abre-se espaço para um diálogo sobre si mesmo e as mais profundas questões do seu viver. É na relação terapêutica que as intervenções acontecem, ou seja, através dessa interação cliente/psicoterapeuta que vai se dando forma ao processo. São sempre intervenções não medicamentosas e que tem todo seu potencial pautado na linguagem. É o diálogo humano, a relação humana em si, a principal ferramenta de trabalho do psicólogo.


Considerando esse entendimento sobre o processo psicoterápico, pode-se dizer que a psicoterapia é indicada para qualquer pessoa que se sinta mobilizada a buscar uma melhor compreensão de si e do seu modo de viver. No consultório, percebe-se certo número de pessoas que nos chegam por se sentirem perdidas ou com a sensação de vazio. Trazem inicialmente o cotidiano, apresentam algumas queixas, mas, logo surgem questões como: “o que eu busco?”, “qual meu desejo?”, “onde me perdi?”, “quem sou eu?”, “o que me faz feliz?”. Essa e outras questões vão aparecendo ao longo do processo psicoterápico e a vivência do cotidiano vai abrindo espaço para aprofundar em memórias e sentimentos que introduzem a busca de sentido na vida.


O momento de procurar a psicoterapia é aquele no qual a pessoa sente que não é possível lidar sozinha com suas questões. Sente que algo pesa além do que possa aguentar ou que percebe que vem apresentando sintomas que lhes dificultam a vida, limitam ou impedem de caminhar. Como por exemplo, em casos de: depressão, síndrome do pânico, transtornos alimentares, insônia, ansiedade, medo, angústia, sensação de vazio, momentos de separação ou luto difíceis de superar, vivência de violência, abandono, entre outros.


Falar e compartilhar os problemas alivia a carga emocional e ameniza o sofrimento. Na psicoterapia trata-se de uma fala de construção, uma fala que elabora e possibilita a saída de um modo de viver alienado ou adoecido. É uma fala que mobiliza e que conduz a construção de novos caminhos.


Ao falar para um profissional tem-se alguém capaz de escutar de forma sigilosa, sem preconceitos e cobranças. Alguém que irá auxiliar baseando-se em teorias e técnicas que são reconhecidas, aprovadas cientificamente e norteadas por um código de ética. E é através dessa relação terapêutica, que é permeada também por afeto e confiabilidade, que acontecem as possibilidades de mudanças e transformações.


Referência Bibliográfica:

Giovanetti, José Paulo. Psicoterapia Fenomenológico-existencial: Fundamentos filosófico-antropológicos. Belo Horizonte, Fead, 2012.

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