Psicologia X Ser Humano: O que podemos fazer e não fazer?



O Psicólogo antes, durante e depois de se formar é um Ser Humano. Ele possui crenças sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo em que vive, seu comportamento tem relação direta com sua visão de mundo. Muito por isso é indicado na formação acadêmica investir em um processo de psicoterapia. Após sua formação é indicado que busque por supervisões de casos e se mantenha sempre em formação continuada.


A psicologia é uma ciência e é a minha profissão! Está em voga o caso polemico sobre a hipótese da Justiça permitir (em caráter provisório) tratar homossexualidade como doença. A Homossexualidade deixou de ser doença desde 1990 pela Organização Mundial de Saúde e desde 1999 o Conselho federal de psicologia proíbe a todos nós psicólogos este tipo de tratamento, tratamentos de reversão sexual. Ou seja, é proibido tratar a orientação sexual como doença! Justamente porque ser heterossexual ou homossexual ou bissexual... não é doença!


Algumas vezes pensei na minha vida que eu era errada por conta do meu gênero e que deveria ser diferente. Em outros momentos pensei que alívio ser heterossexual porque é muito mais fácil. Eu vi que nem um pensamento nem o segundo fazem sentido! Querer ser diferente de quem eu sou só me trará sofrimento, principalmente quando me basear nos julgamentos sobre quem sou ou deveria ser e, ainda, sobre o que devo fazer ou deixar de fazer.


Não é errado ser quem somos! Eu acredito que há cura gay, porque a saúde é para todos os seres humanos que querem e buscam por qualidade de vida, ou seja, cura gay é vencer o preconceito! Se um pai acolhe seu filho e auxiliam seu filho na hora de ir para a escola, na hora de namorar, na hora de tirar a carteira de motorista, enfim, se a família, os amigos, pessoas de toda a sociedade agirem de forma respeitosa com todos ainda considerando qualquer orientação que qualquer pessoa tenha, assim, a vida terá mais qualidade.


Como psicóloga não é possível nem permitido fazer algum tratamento para curar qualquer orientação sexual, mas é possível trabalhar com uma pessoa que tem dificuldade de lidar com suas emoções, a lidar com agressões, a lidar com situações que geram bastante sofrimento. Psicólogo não pode expor seu paciente e deve manter o sigilo profissional. O psicólogo não pode induzir demandas a alguém e muito menos divulgar informações sensacionalistas, mas deve ser ético e ser claro quanto ao tratamento.


Gostaria de finalizar com nosso primeiro princípio fundamental prescrito no código de ética do Psicólogo: “O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH)”. Dessa forma, o psicólogo que trabalha com a pessoa que se percebe gay trabalha “sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação” (Artigo 2 DUDH).

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